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FUTURO

por Evaldo Costa

Chegou a hora da indústria automobilística se reinventar? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Evaldo Costa   
Qua, 03 de Abril de 2013 09:36
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A indústria automobilística global passará por importantes transformações nos próximos anos, e as razões não são poucas. Os consumidores ambientalmente sintonizados, e a cada dia mais comprometidos com a preservação do nosso planeta, exigirão carros menos agressivos ao meio ambiente, a exemplo dos modelos híbridos e elétricos.

No entanto, produzir veículos “verdes” e lucrativos em larga escala, não é uma tarefa tão fácil como pode parecer a um analista menos atento. É preciso muito investimento, apoio governamental e pode levar anos para alcançar o bottom line.

A Toyota, por exemplo, trabalhou durante 15 anos no projeto Prius para depois de tanto tempo contabilizar apenas 1% das vendas globais. Diante disso, há algumas leituras: a primeira é a conclusão de que investir em carros híbridos e elétricos não vale a pena. A segunda pode-se decidir investir somente depois que o mercado estiver “maduro”. A Terceira pode ser esperar para ver se o governo paga a fatura. A quarta é acreditar e investir para “construir o futuro” e liderar, e por ai vai.

Neste contexto, a única certeza que se tem é que não será mais possível continuar produzindo apenas veículos movidos a combustível fóssil. Ninguém tem garantia da melhor estratégia, mas pelos investimentos e mobilização governamentais em várias partes do mundo, quem não tiver projetos alinhados com a sustentabilidade, terá dificuldades para se manter, no médio prazo, competitivo.

Daí, a preocupação de grandes montadoras de todas as partes, a exemplo da Toyota, Nissan, Mitsubishi, Mercedes-Benz, Renault, Tesla, BYD entre outras, terem projetos robustos em mobilidade sustentável. Os fabricantes japoneses (e agora pelo que tudo indica os chineses, também), têm uma direção clara. Eles acreditam na mudança do comportamento do consumidor e na necessidade de reduzir a poluição das grandes cidades. Daí, apostam que a próxima geração de veículos serão híbridos, plug-in, elétricos e de célula de combustível.

Um outro ponto que provavelmente forçará a indústria automobilística a encontrar novos rumos, é o provável aumento do número de competidores, que forçará uma natural redistribuição do market share (já existem 13 montadoras exclusivas de VE). A Ásia continuará dominando a produção automobilística. Aliás, a cada dez novas fábricas inauguradas no mundo, sete ficam naquela lado do mapa. Além disso, os chineses somente autorizam novos entrantes se for em parcerias com empresas locais, as quais o governo tem participação. Daí, explorar aquele mercado nos modelos que as empresas multinacionais do setor adotam, será inexequível.

Além disso, sorrateiramente começam a surgir novos fatores críticos para a indústria automobilística. Por exemplo, com as cidades a cada dia mais poluídas e congestionadas, não restará outro caminho para os governos que não seja limitar o uso de carros nas regiões metropolitanas. Cidades com São Paulo, Los Angeles, Cidade do México, São Francisco, Washington, Tóquio, Pequim, Xangai entre várias outras, o rodízio de placas não resolve mais os problemas do trânsito caótico.

É fato também que governos de várias partes estão usando a frota de veículos como importante fonte de receita do estado. Os elevados valores dos impostos, licenciamento, taxas, multas, além dos preços abusivos dos estacionamentos, falta de garagens nos prédios (já que o m2 é cada dia mais caro), entre outros fatores, vão acabar afugentando boa parte dos compradores de carros, que poderão adotar novos sistemas para se deslocar.

Neste contexto, surge o mercado de compartilhamento (já adotado com sucesso na Europa e Estados Unidos). Esse modelo de negócio parece atender os interesses do governo e dos consumidores e, pelo que tudo indica, deverá reduzir o número de vendas e a rentabilidade dos fabricantes, já que este tipo de venda ocorre no atacado.

Do ponto de vista tecnológico, muitas mudanças se farão necessárias. Produzir carros híbridos, elétricos ou qualquer outro que não sejam a combustão interna, requer grande esforço e investimentos dos fabricantes. Os carros híbridos por exemplo, têm muito mais componentes do que seus pares a combustão interna, tornando o processo de produção oneroso e complexo. Além disso, a maioria das montadoras, estão muito ocupadas tentando tornar os motores a combustão interna mais eficientes.

Finalmente, ganhar dinheiro com vendas de carros nos mercados maduros, será uma tarefa árdua. A Europa está em constante quede de vendas, a América do Norte em transformação e na Ásia (especialmente a China) a competição é absurda. Para complicar, os consumidores do primeiro mundo, já deixaram de ver o carro como símbolo de status. Daí, restará a indústria automobilística concentrar seus esforços nos países em desenvolvimento. O problema é que eles ainda não são suficientemente estáveis politica e economicamente, razão pela qual enfrentam estrições de grandes apostas dos investidores.

*Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Fonte: verdesobrerodas.com.br

 
O carro elétrico é solução ou ilusão? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Evaldo Costa   
Qua, 03 de Abril de 2013 09:32
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Na última semana de marco de 2013, acompanhamos alguns pronunciamentos e ocorrências sobre a mobilidade elétrica global, as quais de certa forma pavimentam a estrada por onde este tipo de tecnologia terá que percorrer até alcançar sucesso.

Do lado dos que não apostam no sucesso do carro elétrico, estão líderes como o diretor de tecnologia e mobilidade sustentável da Ford, Kevin Layden e o engenheiro chefe da divisão do Chevrolet Volt Pam Fletcher. Eles admitiram em entrevista concedida ao Jornal Financial Time do dia 31/03/2013, que não acreditam que os carros elétricos terão bom desempenho de vendas.

Para eles o peso da bateria, a autonomia limitada, a infraestrutura acanhada de carregamento e o preço dos veículos, são limitadores importantes de vendas, mesmo com os subsídios governamentais em andamento, daí a crença de que os carros elétricos não decolarão.

Pelo lado dos que acreditam que as vendas de carros elétricos crescerão e darão importante contribuição para os resultados de suas empresas, estão alguns líderes da indústria automobilística asiática.

O CEO da Nissan Carlos Ghosn, por exemplo, em entrevista concedida dia 26/03/2013 a Global Media Center, revelou que a redução dos custos de produção será a chave para a liderança da Nissan no mercado de carros elétricos na China. Ele disse que fará todo o possível para ficar com a maior fatia dos 2 milhões de carros elétricos que o governo chinês pretende colocar nas ruas até 2020.

Ghosn, evidenciou que a primeira prioridade da Nissan é aumentar as vendas do Leaf. “Agora, temos um carro que é tecnicamente adequado. A qualidade está sob controle. Estamos trabalhando para reduzir o custo de produção e desenvolver a infraestrutura necessária.” Para ele “os carros elétricos não são mais um produto de nicho, mas um segmento de mercado que é extremamente importante e que as pessoas gostam, daí ser a primeira prioridade da Nissan.

Além do Japão, o Leaf expandiu suas vendas para os Estados Unidos e Reino Unido, tendo inclusive instalado fábricas nestes dois países. O fato é que mais de 54.000 vendas do Leaf já foram realizadas até o momento. Ghosn ressaltou que desde 2006 a empresa vem enfrentando desafios para fazer do Leaf um sucesso de vendas. Segundo ele, um dos maiores obstáculos foi a oscilação entre o dólar e o iene que fez com que a empresa tivesse que absorver em torno de 25% dos custos nos últimos anos.

Ghosn, disse ainda que a infraestruturas é um desafio real. “Onde o cliente vai carregar a bateria? Como fazer uma viagem longa se a autonomia ainda é limitada? É claro que nós sabemos a solução. Nós estamos trabalhando nisso – aliás já estamos na fase de execução. Tenho certeza de que, pouco a pouco, esses obstáculos serão superados e veremos as vendas crescerem rapidamente.

Ghosn, concluiu sua entrevista dizendo que “O preço do carro, a autonomia e a infraestrutura não são os únicos problemas que estamos enfrentando. Mas o que é mais importante é que nós temos solução para cada um dos problemas apontados. Nós estamos nos movendo na direção certa para ambos. Mas, quando você quer ser inovador e resiliente, você vê um obstáculo, ele não pode parar você. Ao contrário, ele nos motiva a ir mais longe, para encontrar a solução.

E quanto a você leitor? Eu adoraria saber o que você pensa sobre o carro elétrico. Então lanço um desafio para você deixar as suas considerações no www.verdesobrerodas.com.br.

*Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Fonte: verdesobrerodas.com.br

 
Na indústria automobilística, a vez é da Ásia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Evaldo Costa   
Sex, 22 de Março de 2013 10:20
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Economias crescentes e o fortalecimento da classe média têm impulsionado o desempenho da indústria automobilística asiática nos últimos 10 anos. As vendas de veículos na Ásia-Pacífico chegaram a 30 milhões de unidades em 2011, e cresceram a média de quase 13% ao ano, entre 2000 e 2011.

Estes números são ainda mais impressionantes quando comparados com a queda na América do Norte (apesar da recuperação dos Estados Unidos) e do inexpressivo crescimento na Europa (de apenas 1% e a previsão para 2013, não é nada animadora).

Os estudos indicam que o crescimento de vendas de automóveis na Ásia continuará pelos próximos 10 anos. As previsões são de que a renda familiar dos asiáticos cresça a taxa superior a 5% ao ano, entre 2012 e 2020. Os países que mais devem crescer são China, Índia, Indonésia e Vietnã. A guisa de ilustração, as taxas anuais de crescimento projetadas para os países desenvolvidos são de pouco menos de 2% anual, no mesmo período.

O continente asiático tem muito potencial de crescimento. Um exemplo disso é o fato dos países desenvolvidos da Ásia, a exemplo de Taiwan, Coréia do Sul, Japão, Brunei e Malásia, terem relação de um carro para quatro habitantes. Já a China, com o maior número mundial de vendas de veículos (18,5 milhões de unidades em 2011) tem um veículo de passageiros para cada 18 habitantes, menor ainda do que na Tailândia que é de um para 16. Em 2011, essa mesma proporção foi de um carro para cada 25 habitantes na Indonésia, um para cada 62 na Índia, e um para cada 111 nas Filipinas.

Apesar do grande e constante crescimento da indústria automobilística chinesa, quem está colhendo os melhores frutos é a Tailândia. Para se ter uma real ideia do potencial e desempenho do setor automobilístico tailandês, basta verificar que nos primeiros 11 meses de 2012, a indústria de lá registrou crescimento de quase 100% de investimento estrangeiro. Foram algo em torno de 434.000 milhões de baht (EUA $ 14 bilhões) e 66% das empresas japonesas investiram pesadamente na Tailândia.

O segundo país asiático que mais se beneficiou do crescimento do setor automobilístico na região foi a Indonésia que recebeu aproximadamente US$ 20 bilhões de investimentos e esse número continua crescendo. A Toyota, atualmente detém por lá 60% de market share e planeja investir mais US $ 1,7 bilhão, nos próximos cinco anos, para tentar manter a difícil missão de barrar os avanços dos concorrentes.

Apesar de uma infraestrutura precária, a demanda por carros continuará crescendo na Indonésia. Um ponto que ajuda a explicar tal expectativa é que para, por exemplo, se igualar a relação de carros versus habitantes da Tailândia, a Indonésia precisa crescer a frota em 6 milhões de unidades.

Porém não é apenas a demanda por carros que é grande na região. Boa parte dos países da Ásia, a exemplo dos que citamos neste artigo, investiram enormemente em educação. Logo, contam com mão de obra qualificada e respondem positivamente aos significativos avanços tecnológicos da indústria moderna.

Além disso, estão melhores preparados para lidar com mundo a cada dia mais globalizado. Estão desenvolvendo e fortalecendo marcas próprias, produtos modernos e de qualidade, cortando custos de produção com redução de encargos e se mantendo competitivos em termos de eficiência de produção.

O único país, dos citados, que não está cortando custos trabalhistas é a Tailândia, pois considera que o seu valor de mão-de-obra é competitivo. No entanto, está se atualizando tecnologicamente, investindo fortemente em atividades de P & D, e na capacitação de sua força de trabalho.

O fato é que quando o ambiente é atrativo para investimentos, não precisa de muito esforço, pois o investidores percebem, correspondem aos apelos e investem. Afinal de contas, é exatamente desta forma que as coisas funcionam no mundo capitalista moderno.

Fonte: www.verdesobrerodas.com.br

 
O melhor lugar do mundo para comprar carros elétricos? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Evaldo Costa   
Sex, 22 de Março de 2013 10:16
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Você sabe qual é o melhor lugar do mundo para comprar e dirigir carros elétricos? Pode ser que você considere a Califórnia, nos Estados Unidos, onde há incentivos para compra de carros elétricos que podem chegar a U$$7.500 dólares, tem uma das melhores infraestrutura para VE do mundo, alguns privilégios, como poder dirigir em faixas exclusivas e não pagar taxa de licenciamento.

Porém, você pode ter respondido que é Londres, Inglaterra. Afinal de contas, a cidade Londrina tem pretensão de ser a capital mundial do carro elétrico. Por lá os incentivos de compra do VE superam U$5.000, não se paga taxas de licenciamento e congestionamento, pode-se estacionar free no disputado aeroporto de Heathrow, dirigir em faixas exclusivas entre outros benefícios.

Mas, se você seguiu esta lógica, não acertou a resposta. Logo, o jeito é continuar tentando, pois imagino que você não seja do tipo que desista facilmente dos desafios, não é mesmo? Então pode ser que tenha escolhido Israel, onde o governo investe enormemente no desenvolvimento do carro elétrico. Por lá, há uma forte parceria entre o governo e a empresa Norte Americana Better Place, a fim de tornar o VE acessível ao consumidor. Até agora, os resultados foram positivos.

Pode ser que você tenha pensado também em outras cidades europeias. Paris, França, tem um ambicioso projeto para mobilidade elétrica. O sistema de compartilhamento de carros “BlueCar” tem sido o de maior sucesso na Europa. Amsterdam, Holanda, Viena, Hungria, Lisboa, Portugal entre outras, investem volumosos recursos financeiros para ampliar a participação dos carros elétricos. Porém, lamento informar que você ainda não encontrou a resposta certa.

Então, imagino que você tentará encontra-la em outro continente, que tal o asiático? Afinal de contas, quase tudo de positivo no setor automobilístico ocorre daquele lado do mundo. Na China, por exemplo, o governo acaba de anunciar um agressivo programa de incentivo para fabricar dois milhões de carros elétricos até 2020.

Por lá, pode-se obter até US$20.000 de incentivo do Governo para comprar um carro elétrico. Você pode, também, ter escolhido o Japão que é um grande investidor em P&D para o aprimoramento dos VEs e lidera as vendas globais de carros híbridos.

Até aqui você não acertou, mas não desista, pois não deverá estar muito longe de alcançar a meta. Quem sabe a Índia seja o melhor local para ter um carro elétrico, pois recentemente o governo com apoio de algumas montadoras, criaram um robusto programa de incentivo a compra de VEs.

Bom, então só pode ser a Noruega, onde os benefícios são de aproximadamente US$8.200 dólares para compra do carro elétrico novo. Por lá, quem dirige VEs tem vaga a sua disposição em lugares onde elas são escassas, como é o caso do centro de Oslo e pode circular por faixas exclusivas de ônibus enquanto os demais ficam nos congestionamentos.

Além disso, na Noruega em 2012, 3% das vendas de carros foram elétricos. Esse é o maior market share global e a infraestrutura de serviços para apoiar a mobilidade elétrica esta entre as melhores do mundo.

Lamento mais uma vez, mas você infelizmente ainda não encontrou a resposta correta. Então, afinal de contas, qual é o melhor lugar para comprar e guiar carros elétricos? A resposta é a Estónia. No país do Leste Europeu, o governo está lançando incentivos que podem chegar a 50% do preço de compra do carro elétrico. Além disso, eles contarão com a melhor infraestrutura para mobilidade elétrica do mundo.

Esteja onde estiver, o carro elétrico estará sempre próximo a uma estação de carregamento, cuja distância máxima entre elas é de apenas 25 quilômetros. Isso garante ao motorista de VEs, por exemplo, cruzar o país sem o risco de ficar sem local para carregar a bateria do carro. O governo aposta em grande expansão dos veículos elétricos. Vamos aguardar para conferir.

Fonte: www.verdesobrerodas.com.br

 
A China se tornará o maior mercado de carros de luxo do mundo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Evaldo Costa   
Qua, 13 de Março de 2013 10:09
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A empresa global de consultoria McKinsey & Company revelou na segunda-feira (4/3/2013) que a China, em 2016, ultrapassará os Estados Unidos como maior mercado mundial de automóveis de luxo.

Com vendas de 1,25 milhões de veículos em 2012, a China já é o segundo maior mercado para carros "premium", ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Estimativas apontadas no relatório da consultoria, revelam que as vendas de carros de luxo na China pode chegar a 2,25 milhões em 2016 e 3,0 milhões de unidades em 2020.

McKinsey definiu que o segmento "premium" na China, é composto de carros que custam entre 200 mil yuans e 1,2 milhões de yuans (entre US$ 32.000 e $ 190,000 dólares americano), excluindo os "ultra-luxo" que são carros com valores ainda mais elevados.

Nos Estados Unidos, o mercado de carros “premium” em 2012, foi de 1,7 milhões de veículos, e deve alcançar 2,3 milhões de unidades em 2020, revela a publicação.

"A China é um mercado crescente. A confiança das pessoas no futuro é muito alto ", disse Sha Sha, sócio da McKinsey, e o principal autor do relatório. "O povo chinês está buscando produtos sofisticados e aspira carros de luxo", complementou.

As montadoras alemãs - incluindo Audi, BMW e Mercedes-Benz - respondem por 80 por cento dos carros de luxo na China. Porém os concorrentes estão se fortalecendo. A gigante General Motors, por exemplo, lançou recentemente um Cadillac sedan de luxo, o XTS, no país. "A rápida ascensão da classe média que começa a comprar o segundo carro para a família, apresenta uma oportunidade interessante para as montadoras “premium", aponta o relatório.

A China, com vendas de 19.310.000 em 2012, é o maior mercado de automóveis do mundo. Apesar de ter reduzido a taxa de crescimento, as vendas continuam aquecidas. No ano passado, por exemplo, o crescimento foi de 7,1 por cento sobre o ano anterior, mas é preciso considerar que o setor automobilístico vinha crescendo a taxa média de 11 por cento, nos últimos três anos anteriores a 2011.

Para 2013, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, os chineses esperam que as vendas de veículos cresçam em torno de 7 por cento, alcançando volume de mais de 20 milhões de unidades comercializadas. Caso a previsão se confirme, será a primeira vez na história da indústria automobilística mundial, que um país alcança tal marca.

Junto com as vendas de automóveis vários outros setores estão se estruturando para atender uma enorme demanda, a exemplo de vendas de carros usados , pneus, e demais itens como filtro de óleo, ar, pastilha de freios etc.

Fonte: verdesobrerodas.com.br

 

 
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