| Teste: Peugeot RCZ 1.6 16V THP 2012 |
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| Escrito por Marcus Lauria |
| Ter, 08 de Maio de 2012 09:21 |
![]() O Peugeot RCZ tem méritos que poucos carros tem, principalmente por ser um cupê esportivo, o modelo faz parte de um segmento restrito para poucas marcas, que não investem muito nesses carros por muitas razões, a principal é o preço elevado e a pouca procura por parte dos consumidores, que preferem carros maiores e que caibam mais gente, como os sedãs e SUVs. Mas a Peugeot sempre foi ousada em seus modelos, e não foi diferente com esse cupê esportivo e criou um rival para o desejado Audi TT, porém, com uma diferença significativa, o preço. Para se ter uma ideia, o TT de entrada, vendido aqui no Brasil custa R$ 196 mil, enquanto que o RCZ sai a R$ 139.900. Mesmo que o modelo da Audi tenha um motor mais potente (200 cv), o esportivo francês não decepciona tanto assim. Lançado no Brasil em outubro de 2011, os emplacamentos do modelo passaram a ser feitos em janeiro deste ano, com um total de 79 unidades comercializadas até esse mês. O esportivo francês chama a atenção por onde passa, seu baixo coeficiente aerodinâmico de 0,32 influem nas suas linhas fluidas. O modelo é construído sobre a Plataforma 2 da PSA, a mesma utilizada nos já conhecidos 3008 e 308. As linhas do Peugeot RCZ são muito atraentes e desviam olhares por onde passa. Difícil é ficar sem olhar para o belo cupê. O destaque de suas linhas são os para-lamas volumosos que engolem as rodas de 18 polegadas com desenho exclusivo. Não fica de fora dos olhares o vidro traseiro curvo em formato de bolha dupla, que deve custar um bom dinheiro, se for necessário ser substituído. Na parte dianteira, nada de inédito, o esportivo trás a conhecida grade “bocão” com o emblema do Leão em destaque no centro do capô. Os enormes faróis que invadem as laterais seguem o DNA da marca. Outro detalhe fica por conta das portas, que são pesadas, não possuem esquadro superior, deixando o modelo sem coluna central, típico dos cupês. Ainda por fora, destacam-se ainda os arcos superiores cromados que envolvem as laterais e o teto de vidro. A parte traseira é comprida e acomoda as lanternas de LEDs na cor vermelha, com formato de bumerangue e um aerofólio escamoteável. As linhas ousadas são finalizadas com o discreto pára-choque traseiro. Por dentro o espaço é suficiente para dois adultos na frente, atrás cabem no máximo duas crianças pequenas, por isso é um cupê 2+2. Fora esse detalhe, o RCZ esbanja qualidade em seu interior. Está tudo em seu devido lugar. Com um painel semelhante ao do 308, a esportividade fica de lado dando lugar ao luxo. O volante, o mesmo do 308 ficou grande e com empunhadura ruim para essa proposta de carro esportivo, devia ser melhor e com desenho exclusivo. Observando melhor a parte interna, a diferença entre os dois modelos fica por conta do novo grafismo do painel de instrumentos, da aplicação de alumínio no console central, nas pedaleiras polidas e do acabamento das portas. De resto, a maioria dos comandos são encontrados no restante da família Peugeot, como a tela de iluminação vermelha, que mostra informações do som e do computador de bordo. O único problema fica pelo fato do carro ser muito baixo e ter que fazer um certo malabarismo para entrar no carro, a posição de dirigir dá a entender que estamos em um modelo esportivo, pois as pernas ficam retas e o corpo fica rente ao chão. O RCZ chega ao Brasil em versão única e bem completo, com itens de série que incluem ar-condicionado digital bizona, trio elétrico, airbags frontais e lateriais, direção com assistência eletro-hidráulica ABS e controles de tração e estabilidade. Outros mimos como bancos elétricos e com aquecimento (incluindo o do motorista, com memórias), faróis com acionamento automático, faróis de xenônio direcionais, limpadores de parabrisa e sensor de baixa pressão dos pneus. O seu porta-malas carrega entre 321 e 639 litros, nada mal para um cupê esportivo. Sob o capô, o felino oferece um conjunto motor e câmbio já conhecido do brasileiro (é o mesmo do crossover 3008), está lá o moderno 1.6 16V turbo THP, que rende suficientes 165 cv (ante 156 do 3008) a 6 mil rpm. Esse motor foi feito em uma parceria da PSA Peugeot Citroën com a BMW. Em conjunto está o câmbio automático de seis marchas Tiptronic, com conversor de torque, com opção de trocas sequenciais na alavanca (seria melhor atrás do volante). O motor é bem honesto para o carro, mas se tivesse uns 20 cv a mais seria de bom tamanho e daria mais emoção da hora de dirigir. O cambio dá uns trancos nas retomadas, mas nada que atrapalhe as mudanças, o conjunto motor e câmbio fizeram o seu papel durante todo o teste e deixou a dirigibilidade bem agradável. As acelerações foram lineares, mas as ultrapassagens na estrada exigiram um pouco mais de força no pedal do acelerador, faltou um pouco de fôlego. Em um teste feito na serra que liga o Rio a Itaipava, o cupê da Peugeot se saiu muito bem, o conjunto da suspensão é esportiva, com molas e amortecedores duros o que agradou na hora de fazer as curvas, mesmo que mais fechadas, o RCZ parecia andar sobre trilhos o tempo todo. Sem alarde algum, um aerofólio escamoteável levanta quando o carro chega a 85km/h, podendo ficar mais aberto aos 155km/h, tudo para manter o cupê no chão. Os bancos com espuma de alta densidade e pneus de perfil baixo, contribuem para essa ótima performance na estrada, porém, deixa a desejar nas ruas esburacadas da cidade, transmitindo todas as irregularidades para dentro do habitáculo. Fotos: Marcus Lauria
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